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Quinta-feira, 09 de outubro de 2025
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A pesquisadora assistente Gisele, representante do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, explica que Roncador é um dos 25 municípios brasileiros selecionados aleatoriamente para integrar o estudo, que abrange as cinco regiões do pa&iac
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O Brasil continua entre os países com maior número de casos de hanseníase, ficando atrás apenas da Índia. Segundo o Ministério da Saúde, em 2023 foram registrados cerca de 23 mil novos casos da doença, que é infecciosa e crônica, causada pela bactéria Mycobacterium leprae. A hanseníase afeta principalmente a pele, as mucosas e os nervos periféricos, podendo causar sequelas se não for tratada precocemente.
Em Roncador, a Secretaria Municipal de Saúde, em parceria com o Hospital Alemão Oswaldo Cruz, de São Paulo (SP), e o Ministério da Saúde, participa do estudo nacional LAST-Br (Leprosy Active Surveillance Trial – Brasil). O projeto tem como objetivo avaliar a efetividade de uma estratégia de busca ativa multifatorial para identificação de novos casos de hanseníase, comparando-a ao rastreamento habitual realizado nas Unidades Básicas de Saúde (UBS).
A pesquisadora assistente Gisele, representante do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, explica que Roncador é um dos 25 municípios brasileiros selecionados aleatoriamente para integrar o estudo, que abrange as cinco regiões do país.
“Uma das etapas da pesquisa envolve a criação e veiculação de ferramentas audiovisuais voltadas à educação e conscientização da população sobre a hanseníase. O conteúdo é focado no reconhecimento dos sinais e sintomas, na importância da busca por atendimento médico e no diagnóstico e tratamento precoces”, destaca a pesquisadora.
O material educativo foi previamente avaliado e aprovado pela equipe técnica do Ministério da Saúde, seguindo as diretrizes nacionais de comunicação e prevenção da hanseníase. O conteúdo tem caráter informativo e educativo, sem mencionar ou promover diretamente as atividades da pesquisa, permitindo que seja utilizado futuramente em ações em todo o território nacional.
A hanseníase, embora contagiosa, possui baixa capacidade de transmissão, e seu tratamento é gratuito e disponível pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O contágio ocorre por meio de gotículas eliminadas pela fala, tosse ou espirro de pessoas doentes sem tratamento, mas a transmissão é interrompida assim que o tratamento é iniciado.
Os principais sintomas incluem manchas esbranquiçadas ou avermelhadas com perda de sensibilidade, formigamentos, dormência, fraqueza nas mãos e nos pés e ausência de pelos ou suor em determinadas áreas da pele. O diagnóstico clínico precoce é essencial para evitar complicações e interromper a cadeia de transmissão.
A Secretaria Municipal de Saúde de Roncador reforça a importância da informação e do acolhimento como ferramentas fundamentais no enfrentamento da doença.
“Ao ampliar o conhecimento da população e fortalecer a busca por atendimento médico, conseguimos reduzir o estigma e garantir que o tratamento seja iniciado o quanto antes. A hanseníase tem cura, e o SUS oferece acompanhamento completo e gratuito”, ressalta a equipe da secretaria.
Com o apoio das equipes da Atenção Primária, o município segue comprometido em promover a conscientização, combater o preconceito e fortalecer as ações de vigilância e cuidado com a população.
Hanseníase tem cura. Diagnóstico e tratamento precoces fazem toda a diferença.
Fonte: Assessoria
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